Tento escrever qualquer coisa, antes de me deitar e ir para outra viagem de fim-de-semana. Mas esta viagem, está longe de ser divertida, longe de ser de sonho, demasiado longe de muita coisa. Para quem ainda não reparou, a minha vida esteve rodeada de funerais. Nunca fui a um único casamento, e para alem do meu, só fui a um outro baptizado. Mas esse baptismo foi mais um favor de companhia que eu pensava que estaria a fazer à minha irmã. Que, mais tarde, se concluiu que ela não precisava de favor nenhum. Ela realmente conhecia todas aquelas pessoas, que acabaram de ser um verdadeiro martírio para mim. A minha relação com pessoas de vida de campo foi sempre muito difícil. Demasiado presas à morte e ao cinzento.
Amanhã, segue outra viagem para esse buraco negro, ou mundo, ou dimensão, ou diferencial de cultura. Podem chamar aquilo que quiserem, mas para mim será sempre tempo perdido. Que dúvida filosófica se pode tirar daqui? Nenhuma! Nenhuma filosofia alguma vez conheceu aquelas terras, e nunca conhecerá. É onde o mundo parou, ficou, esqueceu, e acho que não se quer lembrar tão cedo.
Agora, perguntam vocês, o porquê deste texto?
Da mesma forma, do mesmo molde, do mesmo desenho que a minha viagem possui, a razão deste texto, é a mesma. É apenas uma, regada de simplicidade, textura, ausência... O de não haver, de não ter pensado, de dizer sim a algo que eu pessoalmente questiono a razão de utilidade. Escrevo, e continuo a faze-lo por ausência de razão.
Porque não existe razão alguma, imaginada, escrita, pensada ou pintada de moldes bruscos, escassos e talvez, inertes. Porque nem tudo tem que haver razão. Porque nem tudo funciona para algo especifico, porque... Existem momentos em que acontece, por preencher lacunas deixadas em aberto por caminhos mais longos. Espaços em vazio. Sendo a única razão de existência,existir. Apenas.
E com isto, digo adeus. Porque se não sobreviver à viagem, ficam sem uma duvida para pensar.
08 Setembro 2007
Merde
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1 comentários:
xiça...tu andas depressivo! Gothico portanto.
Casamentos é do baril, ver pessoas bêbedas por nada a pensar que são os bobos da festa! Mas sem conhecer nada, é como entrar numa camera daquelas para dormir numa viagem a marte e aquela porra não se ligar. É ficar ali a conter todo e qualquer tipo de manifestação humana, durante horas a fio....ui. Até já deves ter descoberto novas funções para as tampas das garrafas =P.
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