01 Agosto 2007

Destinos

O processo de tomada de decisões, é um processo que leva anos e anos a aperfeiçoar. Levam anos e anos, a quem tem a humildade de estudar os seus próprios comportamentos, e estudar a consequência das suas decisões, de uma forma distanciada e algo fria.

Existem períodos da nossa vida, em que nos sentamos para trás, e olhamos para ela na globalidade. Na tentativa de ver o que vai mal, ou procurar um caminho a seguir no futuro. A forma que se faz este processo de introspecção, pode ter contornos variados. Pode acontecer discretamente, onde ninguém se apercebe que a pessoa atravessa uma fase de transição. Ou a pessoa se recolhe e afasta-se de qualquer influencia externa. Independentemente da forma que se pretende fazer esta introspecção, acho que é preciso ter uma coisa em consideração. Nada corre 100% como o planeado! E muitas das escolhas que podemos fazer, pode estar redondamente errada.

Pode parecer um bocado ridículo o que vou dizer a seguir. Pelo o que vejo nas outras pessoas, pelo o que vejo na minha própria experiência pessoal, o melhor caminho para cada pessoa, nunca é calculado. Acontece! Por e simplesmente acontece. Normalmente foge sempre do plano inicial derivado a acontecimentos que nós não esperávamos. Nem tão pouco foram colocado em causa a probabilidade de acontecer. É o que se costuma chamar "Destino". E dentro desta variante do "inesperado", que existem escolhas. A escolha de aceitar o novo caminho a seguir, ou recusar por outra razão qualquer.

Portanto de alguma forma podemos ter mão no nosso futuro. Aceitar ou recusar o que nos vai acontecendo, dizendo sim ou não, às escolhas que nos colocam à frente. A ciência por detrás desta escolha, em muitos dos casos, não é escolher o sentido. Mas sim arcar com as consequências da escolha que foi feita. É que em muitos poucos casos, a escolha que nos é colocada à frente, não informa todas as consequências que daí vem, nem tão pouco as alternativas se recusar-mos esse caminho.

O perigo deste esquema todo, é não tomar-mos a decisão certa. É o escolher de algo que no futuro nos possamos arrepender. Pois no futuro, podemos descobrir que nunca mais houve uma opurtunidade tão boa, como aquela escolha particular no passado, que foi desperdiçada.

Portanto a verdadeira questão é... como saber onde arriscar, ou saber onde escolher?

Eis uma questão que só com alguns anos de experiência pode ser respondida... Penso!

Ou podemos usar uma metodologia algo hippie... let it fly, let it go... (mas sem drogas!)

Porque normalmente as medidas choque, é apenas quando algo vai tremendamente errado.



Foto de Paris, tirada numa ponte do Sena :) Está ali a torre eifel :P

2 comentários:

tonga disse...

Ter de tomar decisões de fazer escolhas faz parte do que é ser adulto.Ser adulto não passa disso mesmo ter responsabilidades e arcar com as consequencias das tuas escolhas.Ser adulto é tomar conta da propria vida, é não ter ninguem para mandar as culpas de uma escolha nossa, pois somos nós os responsaveis e não quem nos rodeia, o que não acontece quando ainda não atingimos a vida adulta.
A vida é assustadora não é?A vida assusta, as pessoas assustam, ter de tomar decisões, ter de lidar com as mais diversas pessoas que não são do teu ambiente, ter de tratar a que não estamos habituados quando estamos em casa dos papas, assusta.
Mas sabes?Eu acredito que nada na tua vida é lamentavel, ou seja não tens de te arrepender de nada do que tenhas feito.Porque as tuas escolhas e as consequencias, sejam elas qual forem, dos teus actos fazem de ti a pessoa que és.é preciso aprender a viver e para o fazer é preciso errar, é preciso cair muitas vezes nesta vida que é nada mais nem nada menos que uma estrada chama de lama com buracos por todos os cantos.Se tu não caires nuns quantos buracos no inicio da estrada, quando a começas a atravessar sozinho, não aprendes a desviarte deles, ou não aprendes que não é nada divertido torcer um pé, molhares apanhares uma pneumonia e ainda teres dir lavara roupa para casa.
Como tudo o que fazes tiveste de aprender, também tens de aprender a viver.Faz parte.Como se custuma dizer, e se leste o siddharta percebes, o objectivo de uma enorme caminhada não é a meta mas a estrada até chegar a ela.
Arrepende te se souberes que podes melhorar, mas não vires pa tras, passa a frente o proximo buraco já será diferente.Quando souberes desviares te de todos os buracos a tua vida acabou e se não acabou, muito sinceramente?já não vale a pena.
Beijooooo, isto ta confuso mas eu sou confusa por natureza...

Anónimo disse...

Escolhas... este assunto faz-me lembrar as árvores de hereditariedade (LOL). Explicando melhor, começas num ponto e logo a seguir te surgem 2 ou mais ramificações: escolhes um desses ramos que a seguir te levam a duas ou tantas mais ramificações e assim sucessivamente. Olhando para trás, consegue-se seguir o trilho do caminho que foi escolhido e perceber quais os que ficaram para trás. Quando as decisões se fazem com mt discernimento mas tb com o coração, não há nada a temer. É apenas continuar a seguir para um novo ramo e ver onde isso vai dar. O Destino é por isso msm incerto.