21 Dezembro 2006

Algo...

Já tiveram um desejo na mão?

Um desejo diferente. Fora do que é material. Um desejo praticamente espiritual, pessoal, algo de nós para nós. Um desejo que a gente agarre, e sinta que é especial. Diferente... novo!

Um desejo que a gente sinta que é real e ao mesmo tempo um sonho de tao precioso que é, uma quimera. Só a tentativa de o alcançar seria como escrever a nossa própria epopeia. Uma vitória na nossa vida, que sentimos que nos marcará para sempre. Algo que puxa por nós, pois a vitórias épicas nunca foram faceis de conseguir. E apenas acontecem uma vez na vida.

Ter esse desejo, essa ambição de conseguir algo que seja diferente. Algo que valha a pena. Algo que seja a vitória no pedestal, ofuscando todas as outras conquistas na vida. Não só é a cruzada da nossa existência, mas sim como a construçao de parte de nós, feita por nós, para nós. De uma forma conseguida e trabalhada até pela nossa alma.

Esse desejo... já alguem o sentiu? Já alguem o teve na mão?

Algo que torna a vida, como vida, e a morte, como algo natural, mas facil de vencer. Algo que nos faça sentir imortais, mas vulneravel por não vivermos para sempre. Sentir a nossa capacidade de conseguir. De vencer. De ganhar. De ver as nossas limitações.

Esse desejo... o dificil. Algo colocado no nosso caminho para nos testar. Esse desejo, que de certeza vem a cada um de nós. Todos somos especiais, mas ninguém é mais especial que o outro. Apenas na beleza pintada nos nossos olhares.

Esse desejo... Porque existe?

Mas se ganhar... ainda bem que existiu. Laços que ligaram a minha existência neste mundo.



18 Dezembro 2006

Coisas afins

O sempre é curto. Mas uma vida pode ser uma eternidade. Dizer apenas por dizer e nada fazer, é escusado. Há sonhos que morrem á nascença, outros... vao acontecendo. Numa luta por sobrevivência do Nós num Mundo, lutamos. Dizendo as palavras que mudem o nosso universo, seja por uma coisa boa, ou para prevenir algo mau. Alcançar um sonho, é a maior utopia e alegria de qualquer pessoa. Ter o sonho na mão, abraçado a nós, e o deixar-mos fugir, é a maior frustação. Mas tudo é assim. Os extremos fazem parte da existência.

Porque tudo o que existe, um dia deixará de ser real. Outros momentos serão eternos por terem sido marcados pelo infinito.

Viver o passado e esquecendo por lutar pelo futuro, é a derrota da nossa existência. Agarrar o futuro sem ver os erros de trás, é a repetição dos fracassos. Complicar a existência, é cair para o vazio. Não ter existência alguma, é nem ter o vazio para cair.

Ter a capacidade de se levantar depois da queda, faz o mundo girar. Faz bem... Não só para nós próprios, mas para toda a gente que nos passa pelo caminho. Se vivermos pregados no chão, por não nos conseguir-mos levantar, há que pedir ajuda. Negar essa ajuda, é fechar o futuro que desejamos. Negar todos os sinais que nos fazem bem, é convite para voltar a cair. Enfim... Há coisas mais lixadas na vida. Como não ter a capacidade de se aperceber que se está no chão, negar o futuro, e continuar a viver por viver. Mergulhado no Inverno com tanto Verão ainda por sentir. Porque é o Verão que nos faz sentir vivos.

A seguir... uma antiga pequena paixão de adolescência... :P Divirtam-se :P (Não oiço apenas arch enemy... :P)


13 Dezembro 2006

Sentir

Penso... O que é o sentir? Como defino o sentir? Como é que o sentir nos acontece? Porquê os apertos no estômago, porquê a razão de sentirmos coisas como a angústia, ou a tristeza? Ou até sentimentos bons tais como a felicidade ou o desejar de algo? Porquê que o ser humano sente? Porquê que existe um tema em psicologia, chamada inteligência emocional, que visa apenas interpretar a reacção das pessoas debaixo da influência de emoções? Como interpretar o que sentimos quando estamos em dúvida? O que é o sentimento?

Sabemos o que seria o ser humano sem emoções. Um vazio. Algo que não tem cor. Algo sem sabor, e que apenas existe por existir. Sem razão e sem propósito de existência. É por isso que sentimos? Porque existimos? Será o facto de sentir emoções uma consequência do que é real? Ou apenas somos máquinas que estão programadas a ter apertos, inseguranças, ou tipos de comportamentos definidos, e chamamos a isso sentimento?

É o facto de sentir que existem suicídios, ou que exista a felicidade. Logo os sentimentos nunca poderão serem 1 variável fora da equação da vida. Mas... porquê? Seríamos felizes se não sentíssemos? Mas não faz sentido, porque se não sentimos nada, sendo a felicidade um sentimento, não podíamos estar felizes... Mas sabemos as consequências da falta de felicidade. A presença da frustração, vazio, tristeza, depressão. Tudo isto são reacções negativas que temos do mundo exterior. Dá a entender que o sentimento, não é mais do que a nossa interpretação do mundo. E quanto mais sentimos coisas boas, melhor fica o nosso mundo. O nosso mundo particular. O mundo como só nós o vemos. Se largamos as coisas boas, por dúvidas, ou não nos apercebermos do que é bom, não estamos a perder garantias do nosso mundo melhor? Claro que estamos, não é?

Então... Será isso? Interpretações do mundo exterior? Avaliação do nosso mundo em nós? Quanto mais sentir-mos, mais rico é o nosso mundo? Mas existem as riquezas reais, e as fictícias. O que é rico por fora, mas é pobre por dentro, e o pobre por fora mas portador de uma fortuna interior.

Ter duvidas em sentir, o que será? Não ter sentimento algum? Ou apenas confusão do que é bom, ou mau? Ou apenas a nossa capacidade de não conseguir-mos interpretar a nós próprios? Por estarmos tão habituados à ausência, ou a presença de um outro sentimento, e quando temos algo novo, vem-nos a dúvida e não sabemos o que sentir? Ou não será antes, não saber interpretar o sentimento?

Como tudo no universo, não é preciso ser matemático para perceber o porquê das coisas. Apenas tendo a consciência que tudo é simples, apesar de não sabermos o que é a simplicidade. Talvez o acto de sentir, é algo tão simples, que estamos tão confusos em nós, que não entendemos a nossa própria interpretação do mundo em nós. Resta agarrar-nos ao que nos faz sentir bem... e não largar. Porque se não nos sentimos bem, resta-nos apenas o vazio. Resta-nos apenas existir por existir. Como tal... sem propósito de existência.



11 Dezembro 2006

O fim...

E foi assim... Com uma pequena grande quase imensa ajuda do Nuno, o sofá foi destruído. Cada junta de madeira, tinha quinhentos pregos a segurar, o que tornava a utilização do serrote, praticamente impossível. E lá fomos nós... despimos o tecido do sofá, e pedaço por pedaço de madeira, fomos arrancando a sua estrutura. A quantidade de materiais diferentes, utilizados na construção deste sofá, era para lá de bués! Enfim... já foi!

Mas... mais palavras não digo... Temos filme! :D


03 Dezembro 2006

Sofá

O mais temivel de todos os sofás... O pesadelo de Elm Street versão rabo sentado... The destroyer of all things to be destroyed... O sofá que nem o gato da minha irmã seria capaz de vencer... O temivel dos temiveis... O sofá lá de casa!

Bem... Ontem o dia podia ter sido calmo. Para alem de me ter esquecido das chaves da minha casa. Ter que voltar a casa dos meus pais para as buscar. Depois de já estar em minha casa em Sta. Cruz, aperceber-me que me tinha esquecido do papel da entrega das mobilias, e ter que voltar a casa dos meus pais novamente, para ir buscar o papel. E do facto de a cabelereira aqui da rua saber o meu nome e querer falar comigo assim do nada. De ter vindo a mobilia lá para as 17 horas da tarde, quando eu e o Bruno tivemos à espera daqueles gajos desde das 14 horas. E quando vieram, faltavam 2 peças, e foram precisos 3 brasileiros para perceberem que me faltava a outra metade do sofá novo e a mesa de cabeceira da cama... Mas fora tudo isto... O dia podia ter sido calmo, se não fosse um sofá.



Pois é... É este o alvo a abater (O Sofá... não o bruno!). É velho... É confortavel ... Até serve de cama... Mas ele não combina com o resto da mobília logo tem que ir á vida.

E é exactamente na parte do "ir á vida" que se encontra o problema. Bem... analisamos uma forma simpática de o sofá ser desmantelado. Para que este possa descançar sossegado e em paz no céu dos sofas. Sítio onde ele poderia estar com outros sofás igual a ele, com experiências de vida semelhantes, e até poderiam jogar à sueca... Mas... Ele não quis ir. Logo foi necessário usar outras artimanhas para o destruir.

Aquele sofá, é como um poste de betão armado. Por muitos mais pontapés que a gente dá naquela treta, ele parece que fica sempre, mas sempre a ganhar. Daí a necessidade de usar força bruta.. Olhar para ele nos olhos (ou almofadas! wathever!) e dizer... You going down! E foi assim, que eu e o Bruno partimos para a violência (contra o sofá!).

Bem... Viramos o sofá ao contrário, analisamos formas simpáticas e violentas de resolver a questão. E marcamos um objectivo de desmantelamento do sofa. Tirar a parte de metal da cama, da parte de madeira. E foi assim... Pegamos numa caixa de ferramentas e tentámos... e tentámos... e tentámos... Nada resultou. Os parafusos não queriam sair.

Foi necessário usar força bruta. Foi aí que pegamos no martelo! Martelámos com uma chave de fendas para destruir o prego, mas não funcionou. Até mesmo usamos a parte de trás do martelo para arrancar o prego de lá... E... O resultado, não foi bem aquilo que a gente esperava!

E sim... é verdade! O Sofá conseguiu dobrar a cabeça de um martelo feito de aço inoxidável, com revestimento em titánio, cabo ergonómico, e amortecedores na cabeça para um martelar mais confortável. Comprado directamente da loja de hardware mais conceituada do El corte inglês (Piso -1 ou -2 lembro-me lá eu!). Se voçês repararem na imagem ao lado, a cabeça tem um desvio de aproximadamente 15º em relação ao cabo. Pois é... O sofá levou a melhor contra o desmantelamento. E o dano que voçês estão a ver na fotografia, foi so de uma tentativa de arrancar 1 prego do sofá... Imaginem agora o desafio que nos espera no próximo sábado. Porque sim... O Sofa tem que sair daquela sala... der por onde der!

E foi assim, que o meu primeiro martelo da vida, ficou marcado daquela forma, para toda a sua existência. O seu primeiro dia de utilização, não poderia ter sido pior... (O raio do martelo foi comprado no dia anterior...)

E atenção... a imagem que se segue, mostra em detalhe o estado do martelo. Imagem chocante, que não pode ser visualizada por pessoas mais sensiveis. Não pelo facto de o Bruno parecer vindo de uma esquadra da PSP, como era habitual na sua adolescência. Mas pelo martelo... Para sempre defeituoso. Que o martelo que o venha a substituir, dure mais do que 2 dias. Enfim... este martelo estará para sempre nas nossas memórias. Atenção... de seguida, imagem chocante! :P


Pois é! Isto é real. E se a gente olhar com atenção, o raio do cabo que liga a pega à cabeça do martelo faz um "S". Derivado da tentativa de o colocar bom de novo. Aquele sofá tornou-se o maior pesadelo da Damaia. E atenção que a Damaia tem a Cova da Moura. Mas... por muitos "blacks" que haja... Aquele sofá será temido, e respeitado até ao próximo sábado. O dia, em que 4 gajos unirão forças, para a montagem da nova mobilia. E... Destruir o sofá que tem adormentado os sonhos de todas as crianças pequenas pelo mundo fora. O sofá, que possivelmente contribuiu para o concebimento de 1 das 2 filhas da antiga proprietária. Mas este sofa está no sitio onde estará a mesa do computador e respectivo projector de video (para sessões de cinema :P). Até que esse dia chegue... Este sofá ainda dará muitas dores de cabeça. É que, aquela porcaria do sofá, não cabe no elevador, e eu tou a morar num 4º andar. É que tem que ser mesmo destruido.

E bem... E após o destino trágico do martelo, as duas peças que restavam vieram. E a imagem que se segue sou eu... com o sofá, e os outros 2 sofás que irem fazer o meu tão desejado sofá em "L". Com uma metade virada para a TV. A outra metade, virada para a parede onde será apontado o projector.



Enfim... O próximo sábado vai haver violência, sangue, torturas várias... (Credo... como é que eu vou tirar aquela besta da minha saaaaaallllaaaaaaaaaaaa!!!! =( )